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CONTAC estreita parceria para promover Acordo de Cooperação entre Brasil e China

No dia 7 de dezembro de 2017, estiveram reunidos, na sede da Câmara de Comércio e Desenvolvimento Internacional Brasil-China (CCDIBC), dirigentes da Confederação Brasileira Democrática dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação (CONTAC-CUT) e representantes do fundo criado pelo Banco Huayang. O encontro consiste na primeira etapa para o desenvolvimento de um acordo de cooperação que tem o objetivo de promover a indústria brasileira a partir de financiamentos facilitados pela CCDIBC.

Ao lado da indústria de alimentação, as atividades de química, metalurgia, têxtil e construção, bem como a infraestrutura, compreendem o foco do projeto, que pode constituir uma via para alavancar o parque industrial brasileiro e incentivar a geração de empregos no país. Neste primeiro momento estão previstos US$ 3 bilhões para promover investimentos no Brasil.

No atual cenário de crise econômica que o país enfrenta, esta pode ser uma estratégia para desenvolver setores brasileiros e avançar tecnologicamente na produção de determinados bens que atualmente estão restritos ao patamar de commodities. Além disso, o modelo a ser implementado pode subverter a lógica concentrada de negócios no país, ao prever prioritariamente a facilitação de crédito para cooperativas de trabalhadoras e trabalhadores.

A indústria da alimentação, em 2016, ocupou 68,6%, em média, da sua capacidade instalada, o que representa uma queda de 5,9 pontos percentuais em relação ao ano de 2011. A atividade abrangia, em 2016, 7.282 mil trabalhadoras e trabalhadores e as microempresas equivaliam a 81,9% do total de empresas, em 2015 (Fonte: ABIA, 2016).

Conforme o presidente da CONTAC, Siderlei da Silva Oliveira, “o setor alimentício tem uma capacidade de força de trabalho especializada que está à disposição devido à crise e ao desemprego. Quando se fala em cooperativa, não se trata de ‘coopergatos’ (falsas cooperativas). Estamos vendo a possibilidade de que os próprios trabalhadores possam administrar o negócio, em pequenas e microempresas, compartilhando os rendimentos. Os financiamentos estão abertos para os trabalhadores tanto para compra como para a criação de novos empreendimentos industriais. A crise está nos obrigando a pensar em outras estratégias para recuperar o mercado de trabalho e a renda. Estou otimista, após a reunião, enxergo uma luz no fim do túnel para os trabalhadores”.

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