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Política desastrosa de Temer causará fechamento de frigoríficos e demissões no Brasil

A decisão tomada nesta quinta-feira (19) pela União Europeia de proibir 20 frigoríficos brasileiros de exportarem frango para o bloco econômico tem por trás a desastrosa política para a agricultura comandada pelo ministro Blairo Maggi.

Esta é a avaliação do presidente da Confederação Democrática Brasileira dos Trabalhadores da Alimentação (Contac-CUT), Siderlei de Oliveira. “O mercado comum europeu tomou medidas que irão trazer um prejuízo econômico e social para o Brasil. Mas tudo teve início com o ministro Maggi (da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), desde que ele suspendeu a exportação de alguns frigoríficos brasileiros para a Europa, sob a alegação de que a carne poderia ter salmonella”, diz.

A decisão foi adotada por Maggi, a partir de março de 2017, com a Operação Carne Fraca, que passou a investigar possíveis fraudes de frigoríficos em laudos sobre a presença da salmonella em aves, causou desconfiança no mercado europeu e culminou na suspensão.

Na ocasião, assim como ocorre em todas as áreas, a gestão do golpista Michel Temer (MDB-SP) resolveu fazer uma ‘gambiarra’ e, ao invés de apresentar estudos e provas da qualidade da carne brasileira, fez um corte para demonstrar a seriedade com que o país trata a exportação do alimento. O tamanho do prejuízo se sente agora.

Coordenador-geral do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Ministério da Agricultura, Alexandre Campos da Silva, em entrevista à revista Carta Capital, chegou a explicar o que representava a salmonella encontrada em alimentos cujos dados foram fraudados e referendou que a ação de Maggi foi um equívoco completo.

“Salmonela por si só não caracteriza risco à saúde pública, devido ao cozimento e à fritura, exceto dois tipos (tuphimurium enteritidis), que não foram identificados”, disse.

Para Siderlei, o ministro da Agricultura deve ser retirado imediatamente do governo federal por conta do prejuízo irreparável que vem causando ao Brasil.

“Caso esse não seja um jogo de cartas marcadas previamente a serviço de outros interesses para beneficiar empresas estrangeiras que apoiaram o golpe, o mínimo que deve acontecer é a demissão de Maggi. Estamos falando de 40 mil empregos que irão pelo ralo devido a uma atitude irresponsável desse governo antes de a União Europeia ter tomado esta decisão”.

Desde a suspensão promovida pelo governo brasileiro, vários frigoríficos no Brasil, em 2018, passaram a dar férias coletivas a seus funcionários e paralisaram os trabalhos, situação que deverá se intensificar no próximo período.

Segundo o presidente da Contac-CUT, uma prova da displicência do governo golpista é a tentativa de o ministro reverter na Europa essa situação junto à Organização Mundial do Comércio (OMC). “Isso nos mostra a forma como ministros são escolhidos, sem conhecimento nenhum de alguns setores, como o do frango. Maggi está à frente de um ministério que envolve um dos setores mais importantes para a economia brasileira”, disse.

Luta organizada
Na próxima terça-feira (24), para resistir ao cenário de desmonte da produção nacional provocada pelo governo golpista de Michel Temer (MDB-SP), a Contac-CUT vai se reunir, em Porto Alegre, com sindicatos, federações e a União Internacional dos Trabalhadores na Alimentação (Uita). A atividade será às 9h, na Rua Jerônimo Coelho, 303, em Porto Alegre.
Redação: Vanessa Ramos, Contac-CUT
Atualização: 19 de abril de 2018, às 23h
Foto: Reprodução

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