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Contac cobra do governo manutenção de 40 mil empregos nos frigoríficos

Entidade responsabiliza governo pelo embargo anunciado pela União Europeia

A Confederação Democrática Brasileira dos Trabalhadores da Alimentação (Contac-CUT) participou nessa sexta (15), em Brasília, de audiência do Ministério do Trabalho para tratar sobre a situação dos frigoríficos no Brasil e dos empregos. Com essa somam-se três audiências junto ao governo.

Entre os presentes estiveram o ministro do Trabalho, Helton Yomura, o vice-presidente da Associação Brasileira de Proteínas Animais (ABPA), Ricardo Santin, o representante da BRF, Ricardo Fortes, e o representante pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Leandro Diamantino Feijó.

A defesa das entidades sindicais se dá em busca da garantia de 40 mil empregos, de acordo com a Contac-CUT, ligados à exportação de frangos para países da União Europeia.

A crise atual teve como primeiro responsável o governo brasileiro que, em mais um golpe, deu o pontapé do embargo no Brasil, em 16 de março. No período, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, decidiu que as plantas frigoríficas da BRF, como a de Várzea Grande e de Nova Mutum, além de outros oito frigoríficos de aves, estavam proibidos de exportar, temporariamente, para os países da União Europeia, fato amplamente denunciado pela Contac-CUT na ocasião.

Por causa da medida tomada pelo Estado brasileiro, a União Europeia (UE) proibiu, em 19 de abril, frigoríficos brasileiros de exportarem carne de frango, sendo 12 da BRF das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

O embargo no mês passado teve como justificativa uma suposta contaminação de salmonella nos alimentos, justificativa dada pelo governo para o embargo e, posteriormente, negada pelo próprio governo em nota oficial emitida pelo Ministério de Agricultura, que agora tenta se redimir a todo custo.

É por isso, aponta o secretário-geral da Contac-CUT, José Modelski Júnior, que o governo golpista de Michel Temer (MDB) é o principal responsável pela atual crise. “Isso tudo se desenrolou a partir das operações Carne Fraca e Trapaça. Maggi tomou decisões irresponsáveis que causaram péssima imagem de nosso país e desconfiança no mercado europeu, além, é claro, dos interesses estrangeiros em torno desta situação atual”, afirma.

Modelski Júnior reforça que há rígido controle de qualidade nas unidades que produzem frango e que os trabalhadores podem relatar isso nas audiências que estão sendo organizadas pelo Brasil. “Infelizmente, isso a grande mídia e setores mais conversadores que têm interesses econômicos não mostram”, diz.

Logo após o anúncio de embargo pelo mercado estrangeiro, a unidade da BRF de Capinzal, no Paraná, foi a primeira a anunciar férias coletivas para a área da produção entre os dias 7 de maio e 6 de junho, envolvendo 3.200 trabalhadores. Outras unidades pelo Brasil também enfrentam problemas.

Na audiência dessa sexta (15), a Contac-CUT cobrou do governo e das empresas a garantia de que não haverá demissões no setor e propôs a criação de câmaras setoriais, que têm por finalidade a consolidação de um canal organizado para o diálogo e  a construção de fóruns com representantes dos diferentes setores.O governo se comprometeu a organizar uma reunião ainda em maio para falar sobre esses e outros pontos.

O encontro também contou com representantes do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, da Casa Civil da Presidência da República, da CNTA Afins e da Confederação Nacional da Indústria.

Redação: Vanessa Ramos, Contac-CUT
Atualização: 12 de maio de 2018, às 13h
Foto: Divulgação

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